terça-feira, 26 de agosto de 2008

Despropósito

... e ele tem me dito repetidamente que está abandonado, mais das reticências do que pelos meus pontos de exclamação. Tento por um fim nessa ausência, os fatos felizes, os dias mais do que esnsolarados, o verão me deixou bronzeada e as sombras desapareceram, sinto falta delas, entendo o que ele diz, mas tenhamos calma meu querido, as coisas ja estão voltando aos seus e seremos felizes como antes.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

para um doce...

Amo e te amo com todas as notas,
Com todas as dissonâncias do nosso dia-a-dia
Te amo sem jeito.
Te amo com o peito sufocado de tanto vida à dois
Te amo profundo, com brigas e desalinhos
Te amo amanhã porque acordo na saudade
Te amo ao pé do ouvido, em suspiros só teus
Te amo infinto, em pé, deitada, de frente
De fronte ao eterno,
Te amo de encontro aos meus filhos, teus.
Te amo agora, implícito, indiscutivelmente amor.

fatos inverídicos

... não sei se devo continuar...

fatos inverídicos - o dia

- Dez anos!
- A mulher mais linda da festa!
- Estou perdida...
Quarto de escritório, Emmanuelle está chorando e falando ao telefone, ele entra e pergunta o que está acontecendo. Ela começa a falar, sua voz vai sumindo, ele sai andando pela casa. Ela vai atrás dele.
Depois de alguns minutos, ele volta a escutar o que ela está falando:
- Me perdoa, eu te amo.
Ele fica parado, ela sai andando pela casa desesperada, diz que vai dar uma volta, ele diz que ela não está em condições de dirigir. Os dois se abraçam, ele começa a chorar.
- Você está sozinho?
- O que você acha?
- Não sei...
- Vem comigo!
Ele a puxa pela sala como se estivessem fugindo, vão adentrando o apartamento, ela começa a se sentir perdida, até que entram em uma das portas do imenso corredor, ele comeca abeijá-la, os dois vão tirando a roupa desesperadamente, derrubando tudo e se amam em cima da mesa do escritório. Ela olha nos olhos dele.

fatos inverídicos - a vertigem

Uma luz saindo por trás de uma coroa de flores iluminava a sala onde sua avó paterna estava sendo velada, sua mãe tinha ido buscar um café, era madrugada e todos foram descansar para retornar as dez horas. Horário do enterro. Na sala estava somente ela, seu pai e sua mãe, esta última mais por consideração à sogra que ao ex-marido. As duas eram como mãe e filha, um amor profundo. Emmanuelle se dirigiu ao corpo da avó emoldurado por cravos amarelos.
- Vó, tem uma escova para me emprestar?
A avó ficou surpresa e sem responder colocou a escova em suas mãos pequeninas que faziam jus aos seus cinco anos, sentou na beirada da cama e ficou observando a neta suspender os cabelos, alinhá-los simetricamente em direção ao alto da cabeça e envolvê-los com uma borracha tirada com destreza do punho direito, uma pequena conferida, nenhum fio fora do lugar e agora o toque final: uma fita azul turques amarrada em laço, caía por cima do rabo-de-cavalo.
- A senhora também vai tomar sorvete de massa com o vovô e eu?
Aquele dia foi o início de uma cumplicidade e admiração mutúa entre a avó e a menina. Embora morassem a mil quilômetros de distância uma da outra e só se vissem uma vez ao ano.
Sua avó gostava de ganhar perfumes. Cremes e os lençóis de sua casa cheiravam a confort fresquinho.

domingo, 13 de julho de 2008

fatos inverídicos - a festa

Valet park, nome na lista, som audível dez andares abaixo. Fitou o manobrista, virou o olhar para a esquerda e avistou dois casais, resolveu deixar o xale no banco traseiro do carro. No elevador se sentiu acuada, não pensou em desistir, mas a luz incandescente fez com que ficasse vidrada em duas rugas que até então não existiam. Retocou o batom fazendo um contorno um pouco maior do que seus lábios. A porta do elevador abriu dentro da festa - não pode nem tomar um fôlego - olhou o horizonte e viu o mar acima daquele aglomerado de cabeças. Nem um minuto e um garçom veio com um espumante: alívo. Um copo é sempre um companheiro, já que o cigarro foi banido de sua vida há alguns meses. O telefone toca, procura dentro da bolsa e não o encontra, sente um dezespero, vai até o sofá mais próximo, descarrega sua bolsa em cima dele, encontra o minúsculo aparelho e olha o visor: chamada identificada. Guardou seus pertences e decidiu encarar a noite que se punha diante dela, não tinha o que temer, era uma comemoração alheia, nunca vira aquelas pessoas e a dona da festa era uma amiga recente que conhecera em um congresso de pediatria. O que não reduzia aquele salão a uma simples festa de médicos, de acordo com o que estava vendo, parecia que sua bem comportada amiga, tinha uma vida paralela, uma segunda identidade. Aquelas pessoas pareciam fazer parte de um mundo mais, digamos, lúdico. Talvez artistas, não sabia precisar se eram atores, escritores, pintores, fotógrafos, músicos ou todos misturados . Olhou no relógio e ja fazia trinta minutos que estava sentada num sofá - o mesmo onde despejara sua bolsa. Eu preciso cumprimentar a pessoa que me convidou. Levantou e se viu num caminho sem volta. Por onde começar? E se eu me perder? Não vejo paredes. Sentiu pânico, daqueles que só se sente em lugares fechados, em espeial, prédios. O lugar poderia comecar a pegar fogo, poderia encontrar alguém que não quisesse cumprimentar, não estava mais acostumada com imprevistos. Resolveu não arredar pé. Concluiu que invariavelmente os anfitriões uma hora ou outra, acabam passando pela entrada da festa. Se sentou novamente. Olhou para os lados, olhou para o copo em sua mão - ele estava vazio. Nenhum garçom a vista, apenas um maço de cigarros na mesa lateral, a dois dedos do braço do sofá, onde uma de suas mãos estava apoiada. Começou a fitar aquele maço vermelho e branco, até que sua mão começou a suar. Um maço vazio? Pensou em conferir. Desistiu. Claro, ninguém deixaria uma preciosidade dessas jogada assim, ainda mais em lugares como este, onde, com o avançar das horas, e da quantidade de bebida ingerida, todos tendem a se tornar fumantes, enquanto somente dois por cento realmente o é. Como se todos se conectassem com seus ancestrais e passassem a compartilhar o fumo, a bebida e a fogueira.
- Você viu a Tereza? A dona da festa...
A pessoa apontou em direção ao centro da sala. Tereza estava no meio da pista com uma garrafa na mão direita, podia-se ler o rótulo rodopiando rente ao lustre art decor. Pensou em se aproximar dauela rodinha, que se exaltava ao som de um bate estaca. Um impulso frontal e uma mão agarrar-lhe os quadris e a faz girar, encontrando-se de repente unida a um corpo masculino. O corpo a afasta. Os dois se olham. Ela está paralizada, sente uma espécie de vertigem.

sábado, 12 de julho de 2008

fatos inverídicos - parte 1

Sexta-feira, nove horas da noite, luzes acesas no banheiro, música alta, maquilagens espalhadas pela pia, um vestido rosa lhe cobria o corpo, deixando as costas inteiramente de fora, salto onze nos pés, um par de pérolas e alguma esperança a faziam sorrir. Antes de apagar as luzes, deu uma última olhada pelo espelho, sentiu uma melancolia olhando para aquele decote que deixava suas costas inteiramente desnudas. No momento seguinte discordou. Por precaução, resolveu colocar um xale, nunca se sabe o nível de descontração de uma festa até adentrá-la, e, uma entrada triunfal pode vir a criar inimizades.

fatos inverídicos - preâmbulo

Seus pensamentos se comportavam como criança em festa de aniversário. Trânsito lento, carro sem som para distrair e nenhum compromisso urgente com que se preocupar. Aos poucos começou a sentir uma forte ansiedade seguida de suador, palpitações, estava à beira de um desmaio, seu telefone tocou. Olhou pelo retrovisor, nenhum guarda. Pronto? Do outro lado, um convite.

sem título

... estou voando pelas minhas encostas, sobrevoando as carcaças assombrosas do vir a ser, e posso, no momento desse exato segundo, ser outra, não sou: um depósito de sombras passageiras. Tudo ainda me dói, até a última lembrança.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Piscina a vapor

Estamos nós, eu minha calcinha e sutiã a beira da piscina. Sinto frio, talvez todos estejam sentindo frio. Talvez a lua tenha se enrolado em uma pachimina negra, por isso não a vemos. Estaria eu com sua camisa, não fosse a saída súbita e preventiva. Rondo a borda e não me desequilibro, sinto esse cheiro cítrico das folhas de um jardim verde, sem flores. Tento cantar uma musiquinha alegre, soprar o nevoeiro, tolinha, ele não se desfaz, é manhã e fará sol o dia todo segundo a previsão. Estaremos nós indispostas e doloridas, fará mais frio ainda, do que aquele da noite, sentiremos a chuva enuvens segundo o corpo, segundo o desprezível - zado, coração.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Monika e o desejo...

Monika não queria filhos. Queria ele. Não necessitava flores, somente toques. Não queria noite, mas sol do meio dia. Janela escancarada, cores vivas, cheiro forte. Sentia beijos em público, sexo no banheiro da festa. Não queria ter mais parentes. Se despia em mãos, pernas e dentes. Não, Monika não queria rimas. Queria contradições. Monika amava. Monika pedia amor. Não dormia. Em meio a masturbações solitárias, não comia. Não bebia, com medo de que disparates pudessem lhe acometer. Ele não notava. Monika sempre sorria. Ele assoviava. No meio de uma madrugada qualquer eles se olharam. Monika vestia uma camisola transparente. Ele lhe deu boa noite. Monika passou a tomar comprimidos. Ele passou a jogar tênis três vezes por semana. Principalmente aos sábados.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

desvairada

Juliette saiu sem pedir licença, sem pedir desculpas, sem adeus. Saiu sorrateira, como uma barata que passa correndo por baixo da porta. Levando pouco ou nada. Não queria vestígios da vida anterior. Não precisava mais de perfumes, cremes, salto alto. Queria a terra firme, o vento límpido sem atritos tocando sua pele branca cheia de sardas. Seus passos foram longos, seus desejos tentavam impedir a felicidade plena que a aguardava na próxima estação. Os bilhetes ainda não existiam, será que conseguiria um assento naquele trem? As pernas começaram a pesar e ela ainda nem tinha chegado na porta que dava acesso à rua. Resolveu dar um adeus ao cachorro. Pensou melhor. Talvez não devesse sair assim. Quem sabe uma festa de despedida? Pensou melhor. Um pequeno jantar, só ela e ele. Ouviu um barulho. Se escondeu atrás da cortina. Sentiu o cheiro dele tomando conta da sala. Viu o corpo nú que tanto desejara durante todo o outono. Mas agora era inverno e ela precisa ir. Precisava sentir o frio sozinha. Precisa se aquecer da sua própria pele, dos seus próprios desejos. Juliette esperou ele subir as escadas e num só passo alcançou a porta da frente sem se despedir do cachorro. Sem bilhetes. Seus pés tocaram o asfalto ela sorriu. O vento desalinhou seu cachos ruivos. Sentiu vontade de morder os lábios e gozou, como nunca antes. Sentiu, cantou, correu rumo à estação. Talvez pedisse carona. Talvez não.

sábado, 10 de maio de 2008

Valsa em ré maior

Vamos recomeçar do princípio dessa dança, meu bem. Deixa a moça falar porque as lembranças precisam agora serem reveladas, não apenas cumprimentadas.
Ela não disse que foi grave, mas foi. Doeu no fim do inverno. Doeu na primavera. Doeu no alto verão. Houve muita dança de pés e de corpos. Nem tantas. Mas as poucas foram infinitas naquela época. Se encontraram e sorriram como bons amigos, mas eram além e ele sabia disso. Sim, ela desejou que ele fosse embora. Desejou existir escondida,
e me perdoe, ela amou. De desejo de carne, mas amou. Também se ama os atos e ele dançava muito bem e tinha um sorriso de constância impecável, coisa impensável para ela naqueles tempos. Mas vamos falar da despedida (porque ela precisa) daquele dia em que havia uma fila para comprar ingressos. Fazia um mês que ele não estava.
Semanas de outros corpos junto ao seu. Ela não sabia estar só. Questão de preenchimento. E eles se olharam, e ela chorou. Existe uma divida, entende?

"Espera por um tempo que não sabe se vem
Todo o tempo é espera...
Esperar faz o tempo caminhar a passos céleres
Tempo que espero te esperar.
Porque não me liga e interrompe este estado em que não sei estar?
Porque não aparece e me solicita a dançar?
Porque não me acorda de madrugada e me convida para te amar?
Mas só me da esperas.
Estou cansada.
Faz tempo.
Faz vazio dentro de mim estas noites em que não está.
Faz tempo de te esperar..."

... naquela fila ela tremeu. Aquele espetáculo ela não assistiu.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

... não costumo fazer isso mas:

"Queria dizer... mas só penso. Penso que deveria dizer, mas só sonho e nada digo."
personagem RUBENS, Crisálidas. Cia 3x4!

terça-feira, 29 de abril de 2008

Segunda-feira depois de tudo

Eram três morangos vermelhíssimos. Três latas de mangada e um pote de sorvete de cupuaçú. Tinha um filminho de amor dando sopa em cima da mesa. Lá foi Dindinha. Lá estava o gato deitado no braço da poltrona em sonhos sem fim. Legendas-colher na boca-legenda-colher na boca-legenda- colher na boca... Dindinha passou a tarde de segunda-feira desse modo. Chegou a tardinha e tudo o que tinha de bom ao seu alcance já tinha sido usufruído de maneira que nada mais lhe restara senão sair. Olhou pela janela. Chuva caía. Relâmpagos. Olhou para a vitrolinha amarela - herdada do irmão mais velho - e pensou nos discos mofados. Em sua casa tudo mofa e não tem desumidificador que dê jeito. Ai como ela queria ouvir a velha vitrolinha trabalhando num Billy Holiday... Bocejou. Olhou para o gato. Ele estava acordado, com as pupilas dilatadídissimas, com o corpo todo disposto. Sentiu pena, o gato não teria para onde ir, no máximo circular pela minúscula kitinete. Ai se tivesse coragem, talvez deixasse Matias dar umas voltas pela vizinhança. Mas coragem sempre foi a última das suas qualidades, então, nada de passeios. Espera, talvez deva colocar Matias numa coleira e ir para um bar, pedir dois chops e uma isca de peixe, com certeza deve haver uma jukebox em algum bar dessa cidade. Vem Matias, nós não temos uma coleira, mas entra aí na sua casinha de transporte que nós vamos dar um passeio...

EXPLOSION

Vamos existindo aos poucos até que tudo se acalme.

domingo, 20 de abril de 2008

Inverno

Estou sentada em frente a ela. Estou em cima da bancada de madeira, ela está deitada. Seus olhos estão fechados. Os cabelos estão sem brilho e a primeira coisa que me vem em mente são as claras de ovo que minha tia uasava para dar brilho nos nossos cabelos. O cheiro depois de umas duas horas ficava insuportável, chegava então a hora de lavar. Não, não posso fazer isso. Talvez eu deva chamar uma cabeleireira para me ajudar. Merda. Odeio esse gato, ele sempre me assusta com essa cara horrível de quem sabe tudo. Sabe de nada, se soubesse nem teria entrado aqui. Fora. Chega. Puta que pariu, eu não estou conseguindo chorar, essa porra de situação não me deixa nem sentir a falta dela. Acho que tem alguém subindo, é melhor eu ir tirando os sapatos e depois as meias. A última coisa que eu vou tirar será a calcinha e o sutiã, talvez eu nem precise troca-los, se eles forem bonitos e estiverem combinando eu os deixarei. Na escola ela me pediu um lápis emprestado e no recreio ela veio se sentar ao meu lado. Ficou o recreio inteiro sem dizer uma palavra, voltamos para a aula e ela me agradeceu a companhia. Mulheres na maioria das vezes, usam técnicas que conservem suas feições. Não quero me perguntar isso, não vou me punhetar com essa pergunta, tem coisa que não tem explicação, todo adulto sabe disso. Porque esse vestido vermelho? Para que salto? Onde ela pensou que estava indo? Droga, eu quero chorar, eu preciso me concentrar e chorar hoje, agora que ela está aqui na minha frente. Suas mãos estão lindas. Lisas. Esse cheiro que eu estou sentindo está vindo da folha de lavanda que minha avó tinha nos fundos da casa. Eu não vou conseguir, eu não quero, eu não sou obrigada a estar aqui, sozinha. Mãe! Por favor venha me buscar, eu estou com medo, quero ir embora! Sua vaca, eu não te amo. Eu quero que as coisas terminem sem que eu tenha que fazer qualquer último favor. Essa carta de merda que você deixou, esse seu quarto com tantas e tantas fotos de todos esses anos que não existem mais. Eu estou chorando. Eu consegui, eu consegui. Estou chorando. Eu estou chorando compulsivamente.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Perfídia

... só mais um instante e tudo será diferente...

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Comemoração

... a vida vai indo aos montes. Tenho estado surpreendidamente feliz. Não dessas felicidades estonteantes e arrebatadoras, mas daquelas de que tudo vai bem e se segue sendo gente simples. Os dias andam menos da artista - talvez a mulher esteja no seu momento áureo não querendo dividir as honrarias.
Ontem teve festa, teve jantar e teve também o amor, livre num canto de banheiro, às escondidas.
Tudo muito maravilhoso, quase como em um conto de fadas - talvez seja o meu conto mais profundo e impronunciável.
Talvez o box do banheiro esteja se transformando numa linda banheira e a menina não precise mais tapar os cantos por onde escorria a água...
Espuma de sabão, bolhas de champange e flores, muitas flores em tules de renda e seda francesa.

sexta-feira, 7 de março de 2008

rape me my friend...

as vezes da até para ficar sem palavras... de vez enquando estou tão cheia delas que um engarrafamento de quilometros e quilometro se forma e o sinal está vermelho. Os dias que antecedem essa crise, ja vão me emudecendo, vou ficando surda também e sem sentidos aparentes para as reações necessárias ao dia-a-dia. Tudo muito tumultuado, impulsivo. Tiros no meu travesseiro. Correria em minha cama. A festa está praticamente acabando.
Ela preferia ser humilde e não à sua altura que era enorme: Lóri sentia que era um enorme ser humano. E que devia tomar cuidado. Ou não devia?